terça-feira, 9 de abril de 2019

The Avengers (2012)

Eis o primeiro grande teste da Marvel, que junta todos os heróis e outras personagens apresentadas os filmes que marcam a primeira fase da "MCU", contra um inimigo comum. Até então, e falamos de 2012, nunca tinha sido concebido um projecto tão ambicioso e carismático, de forma a criar um argumento que juntá-se todas as personagens num argumento coeso e fluído, que não deixa nenhuma personagem por detrás de uma nuvem, fazendo com que todos tenham o seu momento para sobressair numa história que aumenta e credibiliza o nível que a Marvel pretende dar aos seus filmes, e a estas personagens.

Escrito e realizado por Joss Whedon (que no argumento contou com a ajuda de Zak Penn), é o um filme de encontros imediatos com imensas referências às "BD's", uma frenética viagem que podendo parecer apenas mais um filme de super heróis, é um pouco mais do que isso, ou não fosse este um projecto inovador devido à complexidade que é juntar todo este elenco de personagens num só filme. E já que falamos de elenco, vamos a ele: Robert Downey Jr., Chris Evans, Mark Ruffalo, Chris Hemsworth, Scarlett Johansson, Jeremy Renner, Tom Hiddleston, Samuel L. Jackson, Gwyneth Paltrow, entre tantos outros talentos. Que luxo. Todos a dar o litro num filme que quer ser mais do que um marco, e na verdade, já o é.

Acção, adrenalina, perigo, emoções ao rubro, espectaculares efeitos especiais, entre outros condimentos que a Marvel começou a habituar o público, estão todos equilibradamente presentes nesta mega aventura que poderia ser um autêntico pesadelo devido a toda a logística envolvida para a criação deste filme, mas que foi no afinal apenas, o início de uma viagem que a esta altura estávamos todos longe de imaginar que iria longa e entusiasmante. Que sonho foi viver isto.



segunda-feira, 8 de abril de 2019

Captain America: The First Avenger (2011)

Durante anos o universo da Marvel suspirou por alguém que fosse capaz de desempenhar este papel de forma credível, e dar vida a uma das mais brilhantes histórias de origem, de coragem e bravura, que este universo tem. Chris Evans foi o escolhido depois de já interpretado outrora o Tocha Humana nos Fantastic 4, se bem que o impacto que esta personagem tem no mundo, e nas bandas desenhadas, é bem diferente, e por isso talvez mais desafiante.

"Captain America: The First Avenger", é um primeiro grande filme icónico da Marvel, ao nível da quase perfeição, sendo que embora não esteja enclausurado em efeitos especiais (que os tem em determinadas alturas), é um filme que vive da interpretação dos actores, do brilhante guião escrito por Christopher Markus e Stephen McFeely, e para além disso, vive de uma genuína vontade de pegar numa das negras páginas da História da Humanidade, e adaptar essa realidade a um contexto heróico que funciona brilhantemente como motor para a introdução de uma das personagens mais importantes deste universo, para além do facto de nos deixar com a sensação de que existem episódios que cabem a cada um de nós, fazer com que não se voltem a repetir. Acima de tudo, é uma brilhante história sobre a liberdade.

 É um filme com um dos maiores "vês" de vitória que vi nos últimos anos, uma agradável surpresa que ninguém está à espera que seja tão marcante, e tem várias referências às "BD's", que tornam esta viagem ao passado ainda mais interessante, quase como se estivéssemos ali a viver aquela época. O âmbago deste filme é a coragem, a mensagem é a capacidade de superação, e o valor desta película para todos aqueles que acreditam num mundo livre, é muito mais resistente que qualquer escudo feito do mais duro dos materiais. Na minha humilde opinião, continua a ser um dos melhores filmes que alguma vez vi. Uma das mais brilhantes estrelas da "MCU".

Captain America: The First Avenger on IMDB


domingo, 7 de abril de 2019

Thor (2011)

Confesso que esperava muito por este filme, por uma história que fizesse justiça a um dos super heróis mais poderosos da Marvel (o meu favorito da produtora), com um universo tão incrivelmente grande e com tanto por explorar, que ao me sentar na cadeira e ver o filme rodar, senti-me genuinamente como um miúdo que tinha entrado numa loja de doces, e vi uma história de origem com várias referências às "BD's", e ao mesmo tempo, ficou tanto por contar, sendo que foi explorado provavelmente o possível para este trovejante primeiro contacto.

Quando o martelo cai na terra, e com ele um Deus banido pela sua altivez e arrogância, ninguém sabe bem o que fazer quando encontra um poder tão tremendo, que não é deste mundo. É exactamente o choque entre dois mundos tão distintos que torna "Thor" um filme tão especial, que espelha bem a diferenças quer de comportamento, quer de força entre os mundos, que é o primeiro filme do universo da "MCU" a explorar seres tão divinos que no futuro podem tornar esta saga tão especial. É uma excelente apresentação de alguém tão poderoso, um verdadeiro trovão de emoções tão simples como extraordinárias, sendo que o é o primeiro filme da "MCU" com um verdadeiro elenco de luxo que conta com Chris Hemsworth (que é o Thor perfeito), Sir Anthony Hopkins (como Odin), e a talentosa Natalie Portman (como Jane Forster).

"Thor" é uma lição de humildade, de consciência, de domínio sobre si mesmo, mas também uma lição de que não se deve reagir ao desconhecimento com medo, apenas com cautela, e que mesmo dois mundos tão diferentes podem coexistir e estar ligados por vários pontos em comum, sendo que Jane Forster e a sua família têm um papel fundamental neste enredo que deixa água na boca por mais, sendo que acredito que a verdadeira tempestade, ainda se está a formar.



sábado, 6 de abril de 2019

Iron Man 2 (2010)

Nesta nova aventura de Tony Stark, a fórmula que levou o franchise da Marvel ao sucesso começou a ficar afinada no sentido de que esta segunda parte da armadura mais famosa deste universo, refina a desenfreada acção que ocorre durante todo o filme, a fluidez de um guião com tudo para vencer, e o humor leve que caracteriza muitos dos diálogos das personagens deste universo. No entanto, desta vez o personagem com um ego do tamanho deste mesmo universo, vê-se a braços com mais um confronto com a parte negativa que o seu legado tem deixado no mundo, sendo que Tony Stark reconhece que é preciso ter muito mais do que um plano B para vencer este novo desafio.

"Iron Man 2" é um história de persistência, de um confronto entre génios que têm tanto de loucos como de sábios, em que os jogos de poder testam algumas tonalidades mais negras para preparar o espectador para as aventuras que se seguem, sendo que tudo nesta altura ainda estava numa fase muito embrionária. Contudo, as espectaculares cenas de acção, os momentos de austentação de Tony Stark, assim como o seu lado mais "humano", estão na mesma presentes, numa versão que traz a famosa armadura, aprimorada com ainda mais espectáculo e emoções fortes.

Resumindo, é uma aventura cheia de acção, que não tendo a magia do primeiro filme que é uma brilhante história de origem, é a evolução natural de um super herói que tem um dos mais importantes papéis neste universo, e na vida de todos à sua volta, sendo que vai ser necessário muito mais do que simples ferro, para vencer um dos maiores desafios do legado de Tony Stark.



sexta-feira, 5 de abril de 2019

Shazam! (2019)

Quando nos lembramos do género de filme de super heróis que a DC costuma apresentar, dificilmente imaginamos algo tão solto, relaxado, fresco, e genuinamente divertido como Shazam. Este filme tem a varinha de condão de pegar nas coisas mais simples de um filme de Domingo à tarde, e sem estar extraordinariamente polvilhado de efeitos especiais (que os tem q.b. para este género de filme), consegue apresentar-se como uma comédia juvenil que vai agradar a qualquer pessoa com um sentido de humor apurado.

Billy Batson carrega o fardo de ser um miúdo abandonado à sua sorte, até que um dia é acolhido por uma família de acolhimento com vários irmãos de onde se destaca Freddy Freeman, um fanático por super heróis da DC, coisa que Billy não se interessa muito por, até um dia conhecer um feiticeiro que muda totalmente a sua vida, o seu propósito, e a sua relação com toda a sua família de acolhimento, principalmente com Freddy, uma das almas do filme. Durante toda a película existem dezenas de referências aos mais variados super heróis da DC, inclusive várias que me deixaram bastante contente por ainda hoje adorar os filmes alusivos a essas referências. Pegando nessas mesmas referências espalhadas pelo filme, no tremendo sentido de humor levado a cabo um pouco por todas as personagens, e na entrega com que este filme foi feito e produzido, Shazam é o filme de comédia do ano que ninguém pensou que fosse tão simples, e tão bom. Na verdade, ninguém pensava que a figura principal do filme, desempenhada por Zachari Levi, fosse tão engraçada e tão divertidamente ingénua quando toma contacto com o seu novo "eu", que o faz ganhar maturidade, talvez mais rápido do que ele alguma vez pensaria

Shazam pode não ser revolucionário, pode não ter cenas de acção amontoadas umas em cima das outras para fazer o espectador vibrar, e pode até ser categorizado como um filme para se ver numa época festiva como o Natal junto da família, mas está longe de ser um filme vulgar. É uma história escrita, interpretada, e vivida por intervenientes com um coração enorme, é um relâmpago que ninguém viu chegar, e nota-se que durante o filme (mesmo para além dos créditos), que todos os intervenientes sentiram vagas puras de diversão a dar vida a este super herói, inserido num mundo que não tem que ser sempre escuro e sombrio. É normal depois disto doer-vos a cara de tanto rir, a menos que sejam pessoas mesmo muito aborrecidas. Fiquem bem para além dos créditos, principalmente se forem como eu, que amo o universo da DC.



quarta-feira, 3 de abril de 2019

Iron Man (2008)

Existem super heróis que nos conquistam pelo seu carisma, pela sua luta interior, por nos identificarmos em alguns pontos com a sua personalidade, e outros porque simplesmente gostaríamos de ser como eles. Porque não? Afinal de contas, ter dinheiro, ser um engenheiro e empresário de sucesso, ser reconhecido mundialmente pelo seu génio, e ter tudo na palma é algo com que todos já sonhámos. "Iron Man" pode ser isto para alguns, e para outros pode ser apenas mais um filme de super heróis, mas é um herói bem diferente de todos os outros.

Tony Stark tem a vida dos seus sonhos, e não conhece fronteiras quando o assunto é viver da forma mais louca e desafogada possível, até um dia em que o azar lhe bate à porta. Aí todas as suas qualidades, quer como homem, quer como génio, começam a ser apontadas na direcção certa, quando terá que lutar pela sua sobrevivência, pela sua reputação, e por aquilo que ele realmente pode fazer pelo mundo, com todas as suas valências e influência que tem como figura de poder. É nestes pontos que apesar da sua personalidade, Tony Stark se torna verdadeiramente um Homem de Ferro. É uma história de quem tem tudo, de um ego atroz que não reconhece que eventualmente pode perder tudo, e de que tão rápido se pode estar no topo da montanha, como cair por aí abaixo aos trambolhões num instante. Escondido debaixo de uma armadura tecnologicamente super avançada, a demanda é sobreviver e salvar tudo e todos, algo a que Tony Stark se atira de cabeça, devido à elevada confiança que tem na sua criação.

Iron Man é o começo de uma viagem que nunca imaginámos que pode-se durar tanto tempo, com a introdução de um super herói que na verdade é a representação daquilo que qualquer um de nós, com as vastas possibilidades de Tony Stark, poderíamos almejar a ser, sendo que o ego cego e o orgulho em não reconhecer os nossos erros, podem também ser por vezes os nossos maiores inimigos.



terça-feira, 2 de abril de 2019

Bridge of Spies (2015)

Existem películas que passam por nós despercebidas. Existem aquelas que ficamos com o entusiasmo natural de as ver na altura. Existem ainda outras cujo cunho histórico é tão importante, que transcende a barreira do tempo, e faz-nos ver o filme independentemente de ainda não o termos visto, ou de o rever-mos sempre com o mesmo prazer de sempre. É o que se passa com "Bridge of Spies".

Baseado no incidente com avião U2 em 1960, que deu origem ao romance homónimo escrito por Giles Whittell, este filme mistura espionagem, política, relações perigosas, e dois lados distintos da barricada em plena Guerra Fria, sendo que um advogado especializado em seguros James B. Donovan (interpretado brilhantemente por Tom Hanks), aceita uma tarefa muito diferente do seu trabalho habitual: defender Rudolf Abel (interpretado por Mark Rylance, que acabou por ganhar um Óscar como Melhor Actor Secundário), um espião soviético capturado pelos americanos. E é neste estranho viveiro que nasce uma relação muito diferente da habitual entre um advogado atirado aos lobos, e um cliente que conhece bem os riscos de se ser um espião, com uma naturalidade inquietante que não deixa ninguém indiferente.

Só um coração de pedra, não vibra durante os momentos de tensão deste incrível filme cheio de Humanidade, a mesma Humanidade que falta por vezes em situações semelhantes, e que seguramente faltou em muitos países da velha Europa naquela época (ainda hoje em alguns casos infelizmente). Este filme não é apenas um simples filme. É uma lição de como os Homens podem, e devem ser melhores do que são, porque já existem a meu ver, demasiadas fronteiras.