terça-feira, 30 de abril de 2019

The Shawshank Redemption (1994)

Hoje decidi recordar um dos mais extraordinários filmes de todos os tempos "The Shawshank Redemption", uma história de amizade entre 2 condenados à prisão que reconhecem os seus erros, e procuram a sua redenção através daquilo que falta hoje a muitos de nós: decência.

Escrito por Stephen King e Frank Darabont (que também realizou o filme), esta película é uma lição que até depois dos actos mais terríveis podemos aprender a viver de novo através de boas acções, num sítio tão terrível e inóspito como uma prisão. Caminhar eternamente com a culpa de se ter cometido um crime, ou um acto de extrema gravidade, é um julgamento pode atirar qualquer pessoa para um abismo sem retorno aos olhos de todos, e Tim Robbins e Morgan Freeman que representam na perfeição os papéis desses condenados, são dos duos com mais coesão que alguma vez num ecrã, a mostrar como a vida na prisão é muito mais do que uma reeducação da forma mais dura que um ser humano pode sofrer. É também a procura por uma luz ao fundo do túnel, onde ela pode na verdade já não existir.

Nomeado para 7 Óscares em categorias como "Melhor Filme", "Melhor Actor Principal" (Morgan Freeman), e "Melhor Argumento" entre outros, ainda é hoje em dia um filme que considero obrigatório de ser visto por qualquer amante de cinema, e de grandes histórias que podem eventualmente mudar a vida de alguém.



sábado, 27 de abril de 2019

Avengers: Infinity War (2018)

A imagem descreve melhor do que este camião de palavras o que foi este filme de proporções épicas. Começa a ser uma tarefa difícil encontrar palavras para descrever os filmes que a "MCU" tem vindo a apresentar devido à sua qualidade acima da média, e esta epopeia de cinema absolutamente genial não foge à regra, e propõe-se a desafiar qualquer limite, sendo que a Marvel já riscou essa palavra do seu dicionário à algum tempo. Este majestoso épico é não só aquele que pode vir a ser o filme do ano, como também a grande saga da presente década.

Todo o argumento durante duas horas e meia, flui de uma maneira tão orgânica como intensa, com tudo aquilo a que temos direito, com a fórmula ainda mais aprimorada, mais consistente, em que todas as pequenas ligações a todos os restantes pontos, estão lá. Nada foi deixado ao acaso: piscar um olho neste filme é quase imperdoável, não ficar de queixo no chão com a brilhante narrativa é quase impossível, e não existe nada feito na história da 7ª arte que prepare o espectador para isto. É um carrossel de emoções bíblicas, heroísmo elevado a níveis que não conseguimos medir com as medidas existentes e quantificadas, e para rematar: elenco de luxo. Mas, de puro luxo. A batalha de Wakanda é só das batalhas mais épicas da história do cinema, senão mesmo, a batalha da história do cinema até hoje, rivalizando com clássicos como Braveheart, Senhor dos Anéis - O Regresso do Rei, e 300.

Foi a minha estreia em IMAX, e voltava neste momento para lá, e via o filme de novo, sem intervalo (tal como aconteceu), 5, 10, as vezes que fossem precisas até apanhar os pormenores todos, de tudo, de todos. Que estreia em cheio neste formato, que maravilha puder escrever este meu entusiasmo partilhado por muitos mundo fora, que prazer é pertencer aos que entendem esta paixão por filmes deste género (e que sabem o quanto isto é marcante), que sorte que é estar vivo na Golden Age dos comics, e puder ver estas sagas ganharem vida, com a qualidade que sempre tiveram, a esmagar recordes atrás de recordes, e a trazer as pessoas ao cinema de novo. Este filme foi o culminar de 10 anos de puro espectáculo, que espero que se prolongue por muito mais décadas. Venha a segunda parte em Abril de 2019, que eu vou recuperar o fôlego, depois de ter visto um dos 5 melhores filmes da minha vida.

Quero agradecer a todos os que me deixaram mensagens, comentários, ou simplesmente quiseram partilhar comigo o momento, de forma responsável. Continuem assim. Tem sido uma honra para mim ler as vossas opiniões. Hoje o mundo, conhece toda a extensão da palavra Avengers, também graças a vocês, aos outros, e a todos que estão nisto, com a mesma sensação que eu: este filme é algo de muito especial.

sexta-feira, 26 de abril de 2019

Avengers: Endgame (2019)

O mais aguardado filme da história da "MCU", tem à espera do público nesta recta final tudo de bombástico, tudo de nostálgico, e toda a mitologia deste Universo num pacote são de brilhantes surpresas. Tremendamente crepitante, é a conclusão da maior, e melhor na minha humilde opinião, saga da história do Cinema, e que deixa o espectador completamente submerso num cocktail de emoções fortes, que vão e vêm ao longo de 3 alucinantes horas de filme, em que não existe um único minuto a menos, ou a mais.

Os argumentistas Christopher Markus e Stephen McFeely conseguiram compilar 11 anos de frenéticas histórias, numa montanha russa de gloriosos momentos de acção e tensão, dando igualmente a possibilidade a todo o brilhante elenco que incorpora o filme, de ter o seu momento triunfante no mesmo. De referir que a realização dos Irmãos Russo, não deixa nada a desejar, não deixa nenhuma pedra por levantar, e só de pensar que estes 2 tiveram sobre os ombros a tarefa de realizar os filmes mais difíceis da história da Marvel até hoje (Captain America: Civil War, Avengers: Infinity War, e este), é o espelho da sua qualidade e da sua mestria na arte da realização. As referências às bandas desenhadas são imensas, mas o filme vai muito para além disso. É uma tempestade perfeita entre o mundo dos comics, e aquilo que o cinema "espectáculo" consegue oferecer de melhor nos dias de hoje. É uma avalanche de emoções que cortam a respiração, de tal forma que é impossível sair deste filme indiferente.

Sendo uma obra prima esmagadora, considero que é uma epopeia que tem muito mais do que um elenco em fatos de super heróis. É um impulsionador desse mesmo elenco de luxo que imprime as suas mais profundas emoções nestas personagens de forma única, sendo igualmente uma gigantesca história com efeitos visuais do mais estonteante possível, tudo a bater em picos de excelência monumentais, e se "Avengers: Infinity War" é o corpo desta saga, sem dúvida que "Avengers: Endgame" é a alma. O filme está carregado de poderosos momentos, tão geniais quanto loucos, que jogam com as emoções do público em momentos chave. É uma altura agridoce ter chegado aqui sendo que sem dúvida, se voltará a ver o filme novamente, pois os pormenores do mesmo são demasiado deliciosos para que tal assim não aconteça, tal como o último "cameo" de Stan Lee.

Que viagem épica! Que merecida salva de palmas (Oscares seriam igualmente merecidos). Obrigado Marvel. Venham mais 11 anos de intensas aventuras!

PS: Don't spoil the Endgame.



domingo, 21 de abril de 2019

Ant-Man and the Wasp (2018)

Depois de um dos filmes com menos receita de sempre da "MCU", "Ant-Man", devido talvez ao pouco conhecimento da personagem em si por parte do público, e talvez de um filme que se julgava ser melhor do que na realidade foi, eis que vários anos mais tarde se decide finalmente introduzir a "Wasp" neste "microverso" da Marvel. Recordo-me que na altura não efectuei nenhuma crónica porque não vi o filme no cinema, sendo que mais tarde vi-o no conforto do lar, e pareceu-me apropriado fazer esta crónica este mês.

A Wasp é sem dúvida a super heroína que faltava para dar aquele impulso que esta dupla precisava, e sinceramente, quer uma personagem, quer a outra, só funcionam em conjunto, e a prova disso é este filme que vai fazer com que o espectador olhe para esta aventura sem aquele estigma de: "é só mais um filme da Marvel". Sendo a Wasp claramente a alma do filme (brilhante trabalho da actriz Evangeline Lilly), todo ele na verdade ganha muito pelo fantástico argumento, e é uma história que ganha muito pela conjuntura em que é vivida, sendo que o elenco é sem dúvida bastante bom para um filme que infelizmente, pode passar despercebido a alguns. Elenco esse que conta com Michael Douglas, Michelle Pfeiffer, Laurence Fishburne, e claro Paul Rudd.

Porque é que "Ant-Man and the Wasp" é importante para o capítulo final dos Avengers? É verem o filme. Muito basicamente é isto. Tão simples para deixar água na boca, tão pequeno em descrição, e tão detalhado em grandeza.



sábado, 20 de abril de 2019

Thor: Ragnarok (2017)

O terceiro capítulo da saga de Thor, é talvez o mais bem conseguido, o mais coeso, e o mais solto de todos com momentos de acção tão espectaculares, como a comédia que está presente em toda a película. É um filme que também responde a algumas questões deixadas depois dos filmes "Avengers: Age of Ultron", e "Captain America: Civil War". Taika Waititi deu a esta personagem da Marvel uma roupagem bastante diferente, sendo que Chris Hemsworth aparece ao final de anos a desempenhar esta personagem, mais livre que nunca num dos mais desafiantes papéis da "MCU".

Nada neste filme foi deixado ao pormenor, desde o argumento que entrelaça os vários mundos, desde a interacção entre todas as personagens que têm muito mais do que as liga, do que na verdade as separa, até à espectacularidade dos efeitos visuais, e inclusive a banda sonora. É sem dúvida um dos mais conseguidos filmes da Marvel, sendo que o elenco conta com a primeira vilã da história da "MCU", a meia irmã de Thor "Hela", desempenhada brilhantemente por Cate Blanchett. Claro que o restante elenco é fantástico, e podem esperar grandes interpretações de Tom Hiddleston como Loki, Tessa Thompson como Valkyrie, e Jeff Goldblum como Grandmaster, entre outras surpresas, não só a nível de interpretações, como a nível de eventos que decorrem durante o filme.

Foi sem dúvida uma das grandes surpresas de 2017, um trovão que desafia os limites da imaginação,  e devido ao ambiente que mistura algo de tão retro como futurista, "Thor: Ragnarok" acaba por ser uma lufada de ar fresco na forma como foi apresentado ao público, e acaba por ser algo completamente diferente de todos os filmes de super heróis, mesmo fora do universo da Marvel. Uma viagem incrível por entre raios, trovões, e coriscos!



quinta-feira, 18 de abril de 2019

Spider-Man: Homecoming (2017)

Como grande fã da primeira trilogia de Sam Raimi com Tobey Maguire (que na minha humilde opinião continua a ser o melhor Spider-Man), sendo que jamais iremos ver a conclusão da suposta trilogia com Andrew Garfield, estava um pouco céptico em relação ao que esperar desta nova versão mais juvenil a ser incorporada na "MCU", protagonizada por Tom Holland. A grande verdade é, vale totalmente a pena.

Peter Parker vê em Tony Stark o modelo de Homem que um dia gostaria de ser, e Tony Stark vê em Peter Parker uma espécie de filho adoptivo que sonha em ser um Avenger, e trabalhar de perto com o seu ídolo, sendo que Peter ainda se encontra no colégio, e ainda está a aprender a dominar todos os aspectos de ser o Homem Aranha. É uma versão mais leve em comparação às anteriores versões, mas repleta de acção, momentos de grande tensão, comédia aos montes, e um grande vilão (Vulture), representado por Michael Keaton. Crescer sendo um adolescente à procura no seu lugar no mundo, não é fácil, mas crescer sendo que se é o Homem Aranha, e tendo o potencial que se tem, é uma viagem alucinante de emoções a transbordar à flor da pele, e é claramente o que este filme é: uma viagem alucinante por uma teia de emoções de alguém que sabe o que pretende, mas que tropeça várias vezes no caminho, como todos nós na adolescência no fundo. De referir que Marisa Tomei, é a Tia May que todos os adolescentes gostariam de ter.

No fundo, "Spider-Man: Homecoming" explora a personagem que deixou tanta água na boca em "Captain America: Civil War", sendo que é dos heróis mais acarinhados pelo público da Marvel, e com maior reputação talvez ao longo dos anos, muito antes da "MCU", e sei que os fãs não ficaram desiludidos com esta nova versão que espero sinceramente que vingue, pois embora não seja o que tinha em mente, é sem dúvida, digna de reconhecimento. O Homem Aranha foi o primeiro super herói com o qual tomei contacto quando comecei a ler bandas desenhadas, e esta personagem terá sempre um lugar especial para mim, sendo que este filme captou exactamente o que sentia quando tomei contacto com a personagem nos meus longínquos tempos de miúdo.



quarta-feira, 17 de abril de 2019

Guardians of the Galaxy Vol. 2 (2017)

Depois do primeiro filme que apresentou um bando de personagens totalmente desconhecido, mas que deixou sem dúvida o público com sede para voltar a ver este conjunto de entidades bem diferentes umas das outras, eis que uns anos mais tarde aparece este segundo filme novamente com James Gunn ao comando, e com um argumento ainda mais refinado e definido em relação ao primeiro filme.

Todos os elementos que caracterizam o primeiro filme estão aqui, mas desta vez, a formula aprimorada como todo o guião se desenrola não deixa margem para dúvidas de que os Guardiões da Galáxia são muito mais do que personagens para entrar com pequenos papéis na "MCU". A coesão de grupo, a introdução de novas personagens (e que personagens!), o estonteante mundo espacial saído da imaginação mais irreverente do visionário James Gunn, a comédia leve, a fantástica banda sonoro bem que vai às raízes da música, e os extraordinários momentos de acção, fazem deste filme uma agradável surpresa, e sem dúvida limpa aquela imagem de patinho feio do primeiro filme, que embora seja bom, é dos raros casos no cinema em que a primeira parte não supera a segunda.

Não tendo um elenco de onde se destaque uma grande actuação, tem sem dúvida o conjunto certo para que o filme resulte, e demonstra que a força do grupo é bem maior que qualquer individualidade, como provam Chris Pratt (Peter Quill / Star-Lord), Zoe Saldana (Gamora), Dave Bautista (Drax), Bradley Cooper (voz de Rocket), Michael Rooker (Yondu), Karen Gillan (Nebula), Pom Klementieff (Mantis), e as lendas Sylvester Stallone (Stakar Ogord) e Kurt Russell (Ego). Já agora, quem não achar piada ao Baby Groot nas suas várias aparições no filme, tem o mesmo sentido de humor de um calhau.